Na última terça-feira, depois de 4 meses, voltei a ir em um culto dos adolescentes em minha igreja. E qual não foi o meu choque ao ver o imenso vazio nos bancos, um número ínfimo de pessoas ali presentes - mesmo contando com membros da congregação e da igreja Betel. Perguntei-me onde estavam todos aqueles jovens e adolescentes que compareciam em peso aos cultos antes, mas a resposta era óbvia.
De imediato me senti envergonhado. Aqueles jovens e adolescentes só iam por causa do nosso antigo líder, Zica, por causa de seu trabalho no ministério. Quando ele foi pra Valença houve a debandada. Não havia mais atrativos para eles. A igreja deixou de ser o ponto de encontro que sempre foi, perdeu o brilho de antes. Por que ir? Não fazia sentido. E nesses quatro meses houve esse esvaziamento.
Por que me sinto envergonhado? Simplesmente porque eu não tenho direito nenhum de julgar os jovens que deixaram de ir na igreja às terças. Afinal de contas, eu fiz a mesma coisa! Não fui diferente deles nesse sentido. Seria hipocrisia da minha parte. Não, não. Chega de tanta hipocrisia assim. Há muitas coisas em minha vida que eu preciso reavaliar pra ser um mentiroso diante de Deus e dos homens em relação a esse assunto. Me encaixo na categoria dos que debandaram. Ir pra igreja? Só aos domingos, e não raramente deixando de ir à EBD. Então, como se pode ver, não tenho muita moral para acusar aqueles que cometeram o mesmo erro que eu. Felizmente, meus olhos abriram a tempo.
Foi realmente triste ver aquela quantidade de pessoas lá no culto na terça. Ainda mais com a mensagem maravilhosa que o Pr. Adelson deu, uma mensagem dirigida a nós, jovens. Realmente, a atual situação do ministério exige uma nova liderança, mas ver como houve essa redução presencial nos cultos após a partida de Zica mostra como as pessoas esqueceram do real sentido do Evangelho em geral: é um apego aos artistas "gospel" (me enoja usar essa palavra nesse sentido, e vou tocar nessa ferida em uma futura postagem), ao pastor que prega, aos ritos, à liturgia. Nada disso o salvará. A salvação é conferida pela graça divina, e deve ser Deus o objeto de nossa adoração, não o homem.
O título desse post advém de uma coisa que meu querido Zica sempre dizia: ele não se importava se houvessem apenas cinco pessoas no culto, porque preferia qualidade a quantidade. Ou seja, um culto onde houvesse apenas cinco pessoas e todas elas tivessem seus espíritos contritos em adoração a Deus era melhor do que um com 500 pessoas e nenhuma estivesse em comunhão real com o Espírito Santo. É por isso que eu amo esse homem, e peço desculpas a ele e ao Senhor por não ter investido mais tempo no ministério, preferindo um comodismo banal, exatamente assim como tantos outros fizeram.
Meu querido foi um maranhado de sentimentos ao ler esta postagem, uma viagem ao passado que me leva a refletir no presente.
ResponderExcluirMás, meu estimado jovem que vi ainda criança projetando grandes rodovias e cidades que só um verdadeiro sonhador e um grande visionário poderiam fazer, e que com poucas palavras, mas com atitudes me falaram de maneira gritante do quanto é comprometido com o Senhor. Não podendo ficar sem citar aqui as duas pessoas fantásticas que ajudaram a compor tão admirável caráter na dependência do Senhor, sabe de quem eu falo.
Pois bem:
Uma planta estava em uma floricultura e ela foi vendida para para uma pessoa e por um tempo ela regou e cuidou desta planta, mas logo depois mudou de casa e esqueceu a planta que havia comprado, e por um tempo ela estava murchando e caindo as folhas, mas quando chegou um novo morador que cuidava dela, más não cuidava como o primeiro.Lhe faltava regar mais, trocar a terra e podar as folhas, então quase morta, o morador escreveu para o primeiro dono da planta e perguntou o que seria necessário para que ela não morresse e ele disse: Reque todas as manhãs e fim de tarde, troque a terra a cada trinta dias e sempre que uma folha começar a murchar corte-a, não a deixe secar no caule. E assim a planta voltou a vida floresceu e produziu muitas mudas.
Meu querido o sucesso de um ministério está associado ao quanto você o ama.
Meu amado irmão em Cristo Vinicius e por que não cham-lo de meu filho na fé,a quem admiro muito. Espero que tenha entendido.
Com muito carinho e amor em Cristo.
Seu simplesmente Zica!